Quanto custa resolver um disjuntor que salta em Portugal em 2026
Quando o disjuntor desliga sozinho ou o diferencial não volta a ligar, o orçamento separa uma visita de diagnóstico de uma reparação que exija novo circuito ou troca de aparelho no quadro. Os intervalos abaixo servem para avaliar o que o eletricista diz ao telefone antes da deslocação; não substituem uma fatura com mão de obra e peças discriminadas. Cobrem desde uma sobrecarga pontual até à localização de fuga de corrente numa casa de banho antiga, mas não incluem refazer toda a instalação nem emitir certificado de instalações elétricas. Use-os para recusar um «fechado» sem explicar qual dispositivo salta e em que divisão.
Atualizado 2026-09
Sem tabela oficial datada por cidade. IMPIC, DGEG e Fundo Ambiental não publicam estes €. Os números nacionais, quando existem, são só ordem de grandeza para comparar o oral.
Páginas oficiais (registos e apoios, não tabelas de preços): Fundo Ambiental — avisos (não é tabela de preços) · IMPIC — consultar alvará (não é tabela de preços)
- Diagnóstico ao domicílio €70–150 — Ordem de grandeza nacional — sem intervalos por cidade
Por que salta o disjuntor
O telefonema costuma chegar depois de ligar o forno e o ar condicionado ao mesmo tempo, ou quando o diferencial não aguenta a máquina de lavar. O eletricista começa por perguntar qual aparelho estava ligado, se o corte é no geral ou só num circuito, e se o diferencial volta a subir ou cai de imediato. Essa resposta orienta se é sobrecarga, curto-circuito ou fuga de corrente — três causas com preços muito diferentes.
Uma visita de diagnóstico em horário diurno anda entre 70 € e 150 € em Portugal continental, mais IVA. Se bastar desligar aparelhos e redistribuir cargas, pode não haver peças. Se houver fuga numa tomada húmida ou cabo danificado atrás do rodapé, o mesmo técnico passa a orçamentar horas de localização e substituição de ponto, muitas vezes entre 120 € e 450 € sem contar o tapamento da parede.
Diferencial, magnetotérmico e quadro antigo
Confundir o diferencial com o disjuntor do circuito é comum e muda o orçamento. O diferencial de 30 mA protege contra fuga à terra e salta com um cabo húmido ou um aquecedor velho; o magnetotérmico corta sobrecarga ou curto-circuito num ramal. Trocar só o aparelho que «parece fraco» sem medir pode mascarar um defeito noutro ponto e o problema volta na semana seguinte.
Em prédios dos anos 70 e 80 o quadro pode não ter circuitos separados para cozinha e casa de banho. Dividir cargas ou acrescentar um circuito dedicado para a máquina de lavar implica roços, novo cabo e disjuntor — trabalho de obra elétrica, não de «carregar no botão». Compare orçamentos que listem circuitos a alterar; um número baixo que só prevê trocar um interruptor raramente resolve uma fuga real.
Quando a reparação deixa de ser pontual
Se o técnico mede fugas acima do limite em vários pontos, ou se a instalação não tem terra em tomadas de cozinha e casa de banho, a visita deixa de ser uma avaria isolada. Aí entram orçamentos de adequação parcial ou troca de quadro, que podem ir de várias centenas a dois mil euros — tema do guia de quadro elétrico, não deste intervalo de diagnóstico.
Antes de autorizar obra maior, peça relatório escrito com o valor medido de fuga, o circuito afetado e o que fica resolvido com a intervenção proposta. Em venda ou arrendamento, o certificado de instalações elétricas é documento à parte; trocar um disjuntor no quadro não substitui essa inspeção se o imóvel a exigir por lei ou por contrato.
Apoios públicos
Resolver um disjuntor que salta quase nunca tem apoio público de eficiência energética. Trata-se de manutenção ou correção de avaria, com IVA normal de 23% no serviço corrente. Só se a mesma empreitada incluir uma reabilitação integral da instalação elétrica, dentro de um aviso de reabilitação residencial, a mão de obra pode entrar no expediente — mas o simples «ir lá ver o disjuntor» não se candidata sozinho. Em arrendamento, quem paga depende do contrato e se a avaria vem de uso anormal do inquilino; guarde a fatura com NIF.
Perguntas frequentes
Quanto custa chamar um eletricista quando o disjuntor salta?
Em horário diurno, uma visita de diagnóstico costuma ficar entre 70 € e 150 €, mais IVA, sem peças. Se for preciso localizar fuga, trocar tomada ou substituir um magnetotérmico, muitas reparações simples andam entre 120 € e 450 €. Noite, fim de semana e abertura de paredes vão à parte. Peça sempre o valor da deslocação e se o diagnóstico se desconta da reparação feita no mesmo dia.
O senhorio paga se o disjuntor saltar no apartamento arrendado?
Depende do contrato e da causa. Avaria da instalação antiga ou falta de manutenção do quadro costuma ser do senhorio. Se o inquilino ligou demasiados aparelhos de alta potência a um único circuito ou danificou uma tomada, pode recair sobre quem usa mal. Guarde a fatura com NIF e descreva o que estava ligado quando saltou; isso evita discussão na devolução da caução.
Posso aumentar a amperagem do disjuntor para parar de saltar?
Não sem avaliação técnica. O disjuntor protege o cabo: subir de 16 A para 20 A ou 25 A sem confirmar a secção do fio pode sobreaquecer a instalação. O correto é medir a carga, separar circuitos ou instalar um circuito dedicado para forno ou máquina de lavar. Um eletricista sério explica isso antes de trocar o aparelho; um orçamento que só propõe «um disjuntor maior» é sinal de alerta.
O diferencial dispara quando ligo a máquina de lavar: é normal?
Não é «normal», mas é frequente em casas de banho antigas com tomada húmida mal protegida ou sem circuito dedicado. Pode ser fuga no aquecedor da máquina, cabo esmagado ou diferencial sensível demais para a instalação. O técnico testa a máquina noutro circuito e mede fuga à terra. A reparação pode ser uma tomada nova (80 €–180 € por ponto) ou um circuito extra; raramente basta «dar um reset».
Preciso de certificado depois de trocar um disjuntor?
Trocar um disjuntor ou um diferencial no quadro existente, numa reparação pontual, não exige por si só um novo certificado de instalações elétricas. Já uma adequação ampla, novo quadro ou alteração de circuitos em venda ou arrendamento pode obrigar à inspeção e ao certificado — outro trabalho e outro preço. Pergunte se a intervenção fica registada num relatório e se o imóvel precisa de CIE atualizado.